Albert Serra | REALIZADOR DE CINEMA / CINEASTA

Albert Serra é um realizador de cinema espanhol, nascido na Catalunha em 1975.

Estudou Literatura e ficou conhecido por ser autodidata e fazer filmes com uma linguagem diferente do habitual no cinema de autor, um estilo muito próprio e com um cunho provocador. 

Começou a chamar a atenção com “Honor de Cavalleria” (2006), uma versão muito livre da história de Dom Quixote, e com “El cant dels ocells” (2008), sobre os Reis Magos. Ambos passaram no Festival de Cannes.

Em 2013, ganhou um prémio importante no Festival de Locarno com o filme “Història de la meva mort”. Um encontro imaginado entre Casanova e Drácula, onde o libertinismo do século XVIII colide com as trevas românticas do século XIX. Venceu o Leopardo de Ouro no Festival de Locarno. Uma obra densa, repleta de simbolismo e decadência.

Voltou a surpreender em 2016 com filmes como “La Mort de Louis XIV” (2016), um retrato intimista da morte do rei Luís XIV, num quarto abafado de Versailles, da decomposição do corpo e do poder, com grande rigor estético e teatralidade contida.

Em 2019, estreou um dos melhores filmes da sua carreira “Liberté”, passado numa floresta no século XVIII, retrata um grupo de libertinos em busca de prazer e liberdade sexual durante uma noite. É uma obra provocadora, estática e extrema, que explora os limites da representação no cinema.

“Pacifiction” sai em 2022, filmado no Taiti, segue um alto comissário francês envolvido em intrigas políticas, rumores nucleares e um ambiente de tensão difusa. Um thriller atmosférico, com uma estética sofisticada e hipnótica. Aclamado pela crítica internacional, considerado um dos melhores filmes desse ano.

Em 2024 o cineasta espanhol decide fazer o seu primeiro documentário, “Tardes de Soledad” sobre o toureiro peruano Andrés Roca Rey. 

O filme é uma coprodução entre Espanha, França e Portugal, com apoio da RTP.

Estreou no Festival de San Sebastián, onde ganhou o prémio principal — a Concha de Ouro. 

Serra, mostra através de uma intensa narrativa visual e conceptual a solidão, o ritual e a morte presentes a cada instante na tauromaquia.