Nasceu em 1953, em Lisboa, cresceu no bairro do Charquinho, em Benfica, numa cidade ainda mergulhada no cinzento do Estado Novo.
Trabalhou desde os 14 anos e entregou quase todo o seu ordenado ao pai. Ajudou um aristocrata letrista de fados a vestir-se e a tomar banho, tocava guitarra numa banda que só deu um concerto, quase perdeu a virgindade numa tenda na Costa da Caparica, fugiu para Paris aos 17 anos, onde trabalhou nas obras de Orly e num restaurante. No regresso a Lisboa, foi modelo publicitário, escriturário no Ministério das Finanças e, por coincidência, ou destino, acabou secretário de um grupo de teatro que lhe mudou a vida.
Em 1974, com o 25 de Abril, abriu-se um horizonte onde o improvável se tornou possível. E aquele rapaz conhecido por “Olho de Boi” passou a chamar-se ator.
Nesta conversa percorremos a infância, os primeiros amores, a boémia, o trabalho precoce, as coincidências que marcaram o percurso e a pergunta que atravessa toda a sua vida: fazemos planos ou é a vida que os faz por nós?
Hoje no Vidas com História, há “Consumo Obrigatório”, com Virgílio Castelo.
Agradecimento: editora “Guerra e Paz”
Foto: Guerra e Paz